2003-06-13

A ler:


Lilias Fraser de Hélia Correia

uma boa descoberta
não conhecia e gostei! mais uma da colecção mil folhas...
No PÚBLICO

Guilherme Silva: MAGNÍFICO LÍDER DA BANCADA DO PSD

O líder parlamentar do PSD, Guilherme Silva, considerou hoje em entrevista à Antena 1 que a Assembleia da República não deveria ter permitido a detenção do deputado Paulo Pedroso.

“Obviamente que a forma como foi pedido à Assembleia que autorizasse a prisão do deputado Paulo Pedroso, se ela viesse a ser necessária e se viesse a mostrar adequada, é um cheque em branco que a Assembleia não devia dar", afirmou Guilherme Silva.

"Não tem nada a ver com o deputado Paulo Pedroso em particular. Não tem nada a ver com o ser deputado do Partido Socialista ou ser deputado do PSD. Tem a ver com uma questão institucional. Tenho muita dificuldade em compreender que alguém que está inocente — e eu estou crente que assim seja — e que defende — como defendeu o doutor Ferro Rodrigues e ele próprio — que está a ser vítima de uma cabala e de provas forjadas, de uma calúnia montada, de uma cabala ou de provas forjadas, diga: ‘Mas, apesar disso, estou aqui para me prenderem’. Desculpe lá, isto não é humanamente aceitável nem razoável", acrescentou o líder laranja.

“Eu faria uma conferência de imprensa em que dizia que estava a ser vítima de uns pulhas, por razão da minha função pública, e que acreditava que a justiça do meu país, os magistrados do meu país, iam saber detectar essa situação a tempo. Mas, se não soubessem, eu tinha de presumir pela sua incompetência e teria de classificá-los, do meu ponto de vista, no mesmo rol daqueles que estavam a montar a cabala"
"E iria exgir ao senhor Presidente da República que tivesse uma intervenção, porque estava a haver uma situação que era preciso que o regime atentasse, porque o líder [parlamentar] do partido do Governo estava a ser vítima desta situação. E não descansaria um só segundo enquanto não desmontasse essa situação. E também havia uma coisa muito clara: nesta minha convicção, eu ia opor-me a que a Assembleia da República aprovasse a minha prisão preventiva",


Magnífico como sempre. Depois da aparição da Nossa Senhora de Felgueiras... magnífico!

defendemos quem sr deputado?

2003-06-11

O Jaguar e a presa


Clara Ferreira Alves acerca da Moderna no Diário Digital

Democrático e felizmente europeu, o povo português desatou a viver à grande e à francesa ao cabo de anos de penúria. Aos políticos de convicção sucederam-se epígonos, rapaziada deslumbrada pelo arrivismo, as benesses, o poder, a influência, a flatulência da riqueza fácil. E a figura do enriquecimento sem causa.

Nos anos 80 o modelo de desenvolvimento era o "país de serviços" - os sectores exemplo, a vanguarda, eram o sistema bancário e a distribuição.

Até se falava na "Califórnia da Europa"...

resta-nos o Turismo... ou quê?

2003-06-02

Associação para desenvolvimento em África


últimas notícias (em pdf)
Imagina a mão que toca e molda o corpo amado, tornando completo o abraço estreito. Outra mão prolonga-se nos dedos, que leves se perdem nos cabelos revoltos e cheirosos.
Mais uma mão que toca e molda outras costas que não as mesmas, não sei de qual das duas estou agora a falar!
Neste jogo a quatro mãos, falta uma, a última que, como por vontade própria, procura o amor do seio escondido, a ternura num mamilo redondo e rosa, tremente ao toque.

O corpo do homem envolve-se no corpo da mulher, através das bocas que se sugam, dos peitos numa amálgama, das coxas que se encaixam, do pénis no calor da vagina, dos cheiros que se trocam até ser um, dos gemidos que são duplos um do outro, do prazer prolongado pelo amor.

É o abraço dos corpos que se amam, das almas que se unem, aquele momento em que não há lugar nem hora, nem espaço nem tempo – um grão de continuum.

Nem ele nem ela são totalmente homem ou mulher. Com o prazer a ternura a intimidade, a fusão, oferecem um ao outro as suas diferenças. Ele torna-se um pouco mulher, ela descobre o que é ser homem.

Fazem amor.

2003-06-01

Playing games?

Leitura terminada:


Os velhos marinheiros ou O capitão de longo curso
de Jorge Amado

O parágrafo final:
“Afinal, digam-me os senhores com as suas luzes e sua experiência, onde está a verdade, a completa verdade? Qual a moral a extrair desta história por vezes salafrária e chula? Está a verdade naquilo que sucede todos os dias, nos quotidianos acontecimentos, na mesquinhez e chatice da vida da imensa maioria dos homens ou reside a verdade no sonho que nos é dado sonhar para fugir de nossa triste condição? Como se elevou o homem em sua caminhada pelo mundo: através do dia a dia de misérias e futricas, ou pelo livre sonho, sem fronteiras nem limitações? Quem levou Vasco da Gama e Colombo ao convés das caravelas? Quem dirige as mãos dos sábios a mover as alavancas na partida dos sputnicks, criando novas estrelas e uma lua nova no céu desse subúrbio do universo? Onde está a verdade, respondam-me por favor: na pequena realidade de cada um ou no imenso sonho humano? Quem a conduz pelo mundo afora, iluminando o caminho do homem? O Meritíssimo Juiz ou o paupérrimo poeta? Chico Pacheco, com sua integridade, ou o comandante Vasco Moscoso de Aragão, capitão de longo curso?”