O objectivo do terrorismo é criar um clima de medo – ou terror – para atingir objectivos políticos. Habitualmente visa a degradação das estruturas de poder e da confiança dos cidadãos na sua eficácia.
A cidade deixa de cumprir uma das suas funções básicas – proteger os seus habitantes e permitir-lhes um quotidiano sem andar à marretada com o próximo.
O terrorismo quer assustar para o mudar o estado das coisas.
Os inúmeros atentados à vida humana, de israelitas ou de palestinos, não querem mudar o estado de coisas, mas sim mantê-lo. Duas forças opostas da mesma magnitude mantém em equilíbrio o sistema.
É o caso. Cada atentado visa não aterrorizar mas sim indignar, enfurecer a multidão. A frequência da morte é tão grande que se tornou o triste dia-a-dia. Não assusta mais ninguém, os israelitas e os palestinianos já estão todos aterrorizados. Já conseguiram demonstrar a incapacidade das forças de segurança e protecção dos cidadãos. Agora só provocam vontade de vingança no coração do mundo.
O exército israelita e os grupos radicais islâmicos deram as mãos neste propósito e estão a indignar o mundo inteiro. A política de olho por olho dente por dente está a atingir os seus objectivos.
2003-08-20
2003-08-19
Mari Alkatiri: Maggiolo Gouveia foi responsável pelo "holocausto" em Timor-Leste
pergunta: terá o Sr. Ministro da Defesa tentado usar politicamente um facto, pela sua natureza, íntimo e familiar?
Do outro apagão em Nova Iorque (em 1977) resultou um pico de nascimentos 9 meses depois. Resulta que a tecnologia é inimiga do homem e que a tecnosfera tem ocupado espaço da biosfera – ganhando proeminência.
Cá em Portugal, o decréscimo da taxa de fertilidade está intimamente ligado à eficácia dos serviços da EDP.
Há poucos anos, principalmente no Verão, eram frequentes os cortes de Verão, que agora entendo, eram estratégicos. Imagine-se mais uma horda de futuros contribuintes para o sistema de segurança social em plena fabricação. E o mundo rolava ordenadamente…
Cá em Portugal, o decréscimo da taxa de fertilidade está intimamente ligado à eficácia dos serviços da EDP.
Há poucos anos, principalmente no Verão, eram frequentes os cortes de Verão, que agora entendo, eram estratégicos. Imagine-se mais uma horda de futuros contribuintes para o sistema de segurança social em plena fabricação. E o mundo rolava ordenadamente…
2003-08-18
Cara Sónia,
Sempre que certos assuntos me assaltam torno-me estranhamente místico. Sinto o que sempre senti quando passo por escadas sem corrimão, varandas periclitantes ou quaisquer outras passagens elevadas sem a segurança de uma qualquer guarda a que possa deitar a mão: vertigens.
E um dos temas mais vertiginosos é a fé.
As palavras que me surgem mais adequadas são aquelas usadas por alguém profundamente crente.
Tive a tentação (lá está!) de começar por dizer que a fé um grande MISTÉRIO... Tenho de desfazer esta aura de encanto que envolve a expressão. Que, admitemos, convida-nos a aceitar acriticamente qualquer verdade, num doce sono de morfeu no seio da penumbra cálida do GRANDE MISTÉRIO... É tentador...
A busca da verdade, a critica, a dúvida sistemática, a prova, a observação, todo o corpo da ciência assenta sobre pequenas fés... A fé de que o método permita aceder à verdade, a fé de que a medição não influencie o resultado, a fé que a lógica seja o filtro adequado da pensamento... Todo o corpo dedutivo de conhecimento resulta de um núcleo duro de proposições não comprováveis, que são verdadeiras por definição... Depois de séculos de esforços na luta pela objectividade pela positividade - ironia - resta-nos a consolação que baseamos o nosso conhecimento em axiomas, por definição não falsificáveis. A fé...
Não é em vão, penso, que se pergunta... Mas a distância entre os abençoados que "crêem sem ver" e estes estranhos seres de cabeça crítica é bem menor que esses abismos que tanto me vertiginavam à força de os imaginar.
Enfim, tenho fé na verdade,
Sempre que certos assuntos me assaltam torno-me estranhamente místico. Sinto o que sempre senti quando passo por escadas sem corrimão, varandas periclitantes ou quaisquer outras passagens elevadas sem a segurança de uma qualquer guarda a que possa deitar a mão: vertigens.
E um dos temas mais vertiginosos é a fé.
As palavras que me surgem mais adequadas são aquelas usadas por alguém profundamente crente.
Tive a tentação (lá está!) de começar por dizer que a fé um grande MISTÉRIO... Tenho de desfazer esta aura de encanto que envolve a expressão. Que, admitemos, convida-nos a aceitar acriticamente qualquer verdade, num doce sono de morfeu no seio da penumbra cálida do GRANDE MISTÉRIO... É tentador...
A busca da verdade, a critica, a dúvida sistemática, a prova, a observação, todo o corpo da ciência assenta sobre pequenas fés... A fé de que o método permita aceder à verdade, a fé de que a medição não influencie o resultado, a fé que a lógica seja o filtro adequado da pensamento... Todo o corpo dedutivo de conhecimento resulta de um núcleo duro de proposições não comprováveis, que são verdadeiras por definição... Depois de séculos de esforços na luta pela objectividade pela positividade - ironia - resta-nos a consolação que baseamos o nosso conhecimento em axiomas, por definição não falsificáveis. A fé...
Não é em vão, penso, que se pergunta... Mas a distância entre os abençoados que "crêem sem ver" e estes estranhos seres de cabeça crítica é bem menor que esses abismos que tanto me vertiginavam à força de os imaginar.
Enfim, tenho fé na verdade,
2003-08-14
A minha posta de pescada teve como merecida resposta do Ginger Ale:
ja q estas a delirar, manda todos para Marte, com o Bin Laden & Cia, juntamente com todo o arsenal nuclear. de preferencia a 31 de Dez para termos fogo de artificio na passagem de ano
Como manda a boa educação respondi:
Caro Ginger Ale,
Agradeço a sua colaboração no HIPERBÓLICO.
De facto não tinha pensado na hipótese espacial…
Mandar tudo o que é proto-fascitóide para Marte.
Mas aí temos um problema logístico: a quantidade de
passageiros candidatos à magnífica viagem – sem volta – a Marte.
Só para começar:
- os reizinhos da Arábia Saudita
- os Khomeinis do Irão
- o nosso amigo Khadafi
- o Comité do PC Chinês
- os novos amigos dos americanos do Afeganistão
- os militares indonésios
- o Sendero Luminoso
- os esqudrões da morte no Brasil, na Colômbia,
no Peru, etc
- o simpático do Chavéz
- os milhares de senhores da guerra do Zaire,
da Serra Leoa, da Libéria, das Guinés (Conacri e
Bissau), da Eritreia e da Somália
- os governantes de Myanmar
E já agora duas alas especiais (de luxo)
- uma para o Jorge Buche
- e outra para o Sr Dr. Portas e sus muchachos
Com os meus cumprimentos,
Pepe
ja q estas a delirar, manda todos para Marte, com o Bin Laden & Cia, juntamente com todo o arsenal nuclear. de preferencia a 31 de Dez para termos fogo de artificio na passagem de ano
Como manda a boa educação respondi:
Caro Ginger Ale,
Agradeço a sua colaboração no HIPERBÓLICO.
De facto não tinha pensado na hipótese espacial…
Mandar tudo o que é proto-fascitóide para Marte.
Mas aí temos um problema logístico: a quantidade de
passageiros candidatos à magnífica viagem – sem volta – a Marte.
Só para começar:
- os reizinhos da Arábia Saudita
- os Khomeinis do Irão
- o nosso amigo Khadafi
- o Comité do PC Chinês
- os novos amigos dos americanos do Afeganistão
- os militares indonésios
- o Sendero Luminoso
- os esqudrões da morte no Brasil, na Colômbia,
no Peru, etc
- o simpático do Chavéz
- os milhares de senhores da guerra do Zaire,
da Serra Leoa, da Libéria, das Guinés (Conacri e
Bissau), da Eritreia e da Somália
- os governantes de Myanmar
E já agora duas alas especiais (de luxo)
- uma para o Jorge Buche
- e outra para o Sr Dr. Portas e sus muchachos
Com os meus cumprimentos,
Pepe
Comparando com os arroubos fundamentalistas mais a norte, a américa do sul é, no mínimo, refrescante. A vivência - original, de tão pacífica - da esquerda no poder é uma surpresa. Desde sempre sujeita ao experimentalismo social dos ultra-conservadores da Ivy League (libertários de direita é ver o bosque pelo arbusto), o povo sul-americano - os deserdados - precisa do poder. Sem armas, sem caminhos de luz, sem esquadrões de qualquer coisa.
(Acerca da posição histórica dos EUA recomendo a leitura de Império de Gore Vidal, com o especial cuidado de o leitor não esquecer que é pura ficção)
A eleição de Lula da Silva é o maior desafio político no mundo actual. Duvido que haja qualquer complacência com a mínima fragilidade ou erro ou polémica da sua presidência.
Porque actualmente é a única alternativa credível que, simbolicamente, morde nas canelas do padrão internacional de repúblicas bem comportadas ufanas de real politik.
Porque Lula da Silva defende os pobres.
Porque Lula da Silva toma medidas para libertar os deserdados do jugo da fome.
Porque Lula da Silva é de esquerda mas não é populista.
Porque Lula da Silva é democrata.
Porque se Lula da Silva ganhar a parada teremos o Brasil:
país do sul,
pobre,
mulato,
índio,
filho de escravos,
católico,
de carnaval,
a vencer a pobreza.
Eu pago para ver!
(Acerca da posição histórica dos EUA recomendo a leitura de Império de Gore Vidal, com o especial cuidado de o leitor não esquecer que é pura ficção)
A eleição de Lula da Silva é o maior desafio político no mundo actual. Duvido que haja qualquer complacência com a mínima fragilidade ou erro ou polémica da sua presidência.
Porque actualmente é a única alternativa credível que, simbolicamente, morde nas canelas do padrão internacional de repúblicas bem comportadas ufanas de real politik.
Porque Lula da Silva defende os pobres.
Porque Lula da Silva toma medidas para libertar os deserdados do jugo da fome.
Porque Lula da Silva é de esquerda mas não é populista.
Porque Lula da Silva é democrata.
Porque se Lula da Silva ganhar a parada teremos o Brasil:
país do sul,
pobre,
mulato,
índio,
filho de escravos,
católico,
de carnaval,
a vencer a pobreza.
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