2003-11-07

Rui Rio


Não votei nele, não podia e mesmo se pudesse provavelmente não votaria.
Nem me parece grande presidente da câmara.
Mas quanto ao seu discurso sobre o futebol, sempre o achei surpreendentemente lúcido e claro. Por isso tornou-se num caso raro na política portuguesa, o que valoriza como político.
E os espécimes raros merecem, pelo menos, o nosso respeito.
ANA SÁ LOPES confirmou esta sensação de desconforto sempre que penso na ligação entre futebol e política. A minha concordância é total!

FAZ FALTA AVALIAR OS RESULTADOS DE TODO O ESFORÇO NACIONAL NA CONSTRUÇÃO DE DEZ ESTÁDIOS.

2003-11-06

Delírio


2. Outro protesto interessante, que passou quase despercebido, foi a eleições de dois governadores republicanos em dois estados tradicionalmente democratas: o Mississipi e o Kentucky. Não acontecia desde os anos 60, e foi um voto de protesto na governação dos democratas. Será um sinal para as presidenciais?
(Luís Delgado no Diário Digital)
Temos uma tendência mundial. Uma vaga de fundo... imparável!
Fica-me a dúvida?
SERÁ ESTE MAIS UM DOS SINAIS DA RETOMA DA ECONOMIA PORTUGUESA?

Presidente do BCE vê sinais de retoma nas economias da Zona Euro

(título no Público)
Todas as previsões apontam para o reinício, suave, do crescimento económico nas economias europeias.
Em particular cá em Portugal, esta suavidade é notória (ver previsões da UE que publiquei na posta abaixo).
A evolução das componentes da despesa faz-nos adivinhar uma recomposição das componentes do rendimento cada vez mais desfavorável para aqueles provenientes do trabalho em prol dos outros factores produtivos. Veja-se o crescimento do desemprego e a corrrespondente "anemia" no crescimento do emprego.
O desemprego cíclico decorre, na demora do arranque da sua recuperação, da sub-utilização da capacidade instalada das empresas. Eventuais aumentos de procura são rapidamente acomodados com os recursos existentes, mediante uma sua maior taxa de utilização. Daí a baixa na taxa de inflação.
Em parte o crescimento do desemprego também é estrutural - por inadequação entre as competências necessárias e as existentes no mercado. Os baixos níveis de literacia e de competências técnicas justificam-no. Neste ponto há uma opção política a fazer: qual a solução para os trabalhadores cujo capital de competências é cada vez menos procurado?
Duas perspectivas:
1- Subsídio de Desemprego mais Reforma Antecipada ou
2- Formação mais Política de Desenvolvimento dirigida a sectores de nível tecnológico adequado ao mercado de trabalho português. Não é só com indústrias de ponta que uma economia cresce!
O aumento do desemprego estrutural tem implicações preocupantes nas finanças públicas. Acresce ao envelhecimento da população como causa da cada vez maior necessidade de apoio social às populações. A médio prazo a pressão na despesa pública será enorme.

Voltando à afirmação do novo Presidente do BCE, é de realçar que os sinais de retoma não obrigam à subida das taxas de juro.

2003-11-03

DOCAPESCA


Mais um exemplo de quanto o Estado prejudica os negócios quando excede o simples exercício das funções de soberania, a saber: a garantia da segurança, da estabilidade dos contratos e do direito de propriedade. O Estado Português decidiu abusivamente encerrar uma infra-estrutura fundamental para o exercício da actividade das empresas, gorando as expectativas de investidores do sector. Assim não há mão invisível que resista!

Miguel , João, e restantes ilustres elementos da UBL:

Dou a mão à palmatória: viva o liberalismo!

2003-10-29

Cenário Macroeconómico

200320042005
Consumo Privado-0,90,80,9
Consumo Público-0,9-0,20,9
FBCF-9,21,05,2
Exportações3,15,17,0
Importações-2,93,95,5
PIB0,81,02,0
Taxa de inflação(IHPC)3,42,52,4
Taxa de emprego-1,0-0,10,5
Taxa de desemprego6,67,27,3

Publicado na TSF online

Áreas Protegidas



Negando as palavras do seu Ministro das Cidades, do Ordenamento do Território e do Ambiente, o Sr. Primeiro-Ministro afirmou, em Luanda, que nunca tinha sido colocada a hipótese, em concreto, de transferir competências do ICN para a Secretaria de Estado das Florestas.

Simultaneamente, mas em Lisboa, o Sr. Ministro da Agricultura esclarece que a hipótese em causa só abrangia as competências directamente ligadas às florestas. Uma elegante falácia, que aplicada extensivamente justificaria um absurdo como a transferência para Secretaria de Estado Indústria, Comércio e Serviços de competências do ICN, mas só aquelas directamente ligadas à Indústria, Comércio e Serviços.

Esqueçamos a aparente contradição entre as palavras de Durão Barroso e de Sevinate Pinto.

Não esqueçamos é o óbvio ultimato do Sr. Ministro Theias: ou as competências ou eu! As suas críticas são estranhamente contundentes para um elemento do Executivo, principalmente quando vem a público qualificar esta recomposição de poderes de “retrocesso civilizacional”.

Neste ponto fica-nos a pergunta se Durão irá ou não demitir Theias.

Se o Ministro do Ambiente for demitido saberemos então que este folhetim não passou de uma reacção despropositada e exagerada de Theias.

Se não for demitido temos duas hipóteses:
- Durão Barroso não encontra quem o substitua,
- há realmente planos para esvaziar o ICN e subalternizar a política ambiental a políticas de desenvolvimento não sustentado. Mantém-se a continuada violação dos princípios de gestão do território, dos recursos naturais e da protecção ambiental. Sempre se pode ajustar o não cumprimento das metas de Kyoto a países mediante transferências financeiras a países que o tenham feito - uma simples aquisição de direitos de poluir.

Na segunda alternativa o esclarecimento do Sr. Primeiro-Ministro não terá primado pela clareza.

Mais um caso da extrema instabilidade interna do XV Governo Constitucional.