2003-11-12

Roubado em Aviz

«Existe ainda outra forma
de classificar a noite,
diz-se que é a plataforma
da vinda áspera do coiote.»

Para onde vão os impostos?



Fernando Madrinha põe o dedo na ferida: a relação entre o imposto pago e o benefício recebido pelo cidadão. A ligação entre o cidadão e o Estado depende de um nível mínimo de confiança, de acordos implícitos aceites por uma larguíssima maioria. Este contrato exige uma gestão cuidadosa das expectativas dos cidadãos. A instabilidade dos direitos do cidadão compromete a valorização do contrato social.

Até onde pode ir a diminuição da comparticipação estatal em diversos serviços, considerados públicos e aceites como essenciais, é uma questão premente.
Quando é que a diminuição do peso e da função do Estado Providência vai prejudicar a coesão da sociedade é uma pergunta fundamental.

(ler no Diário Digital crónica de Fernando Madrinha)

Testemunho de JOSÉ VÍTOR MALHEIROS

2003-11-07

Rui Rio


Não votei nele, não podia e mesmo se pudesse provavelmente não votaria.
Nem me parece grande presidente da câmara.
Mas quanto ao seu discurso sobre o futebol, sempre o achei surpreendentemente lúcido e claro. Por isso tornou-se num caso raro na política portuguesa, o que valoriza como político.
E os espécimes raros merecem, pelo menos, o nosso respeito.
ANA SÁ LOPES confirmou esta sensação de desconforto sempre que penso na ligação entre futebol e política. A minha concordância é total!

FAZ FALTA AVALIAR OS RESULTADOS DE TODO O ESFORÇO NACIONAL NA CONSTRUÇÃO DE DEZ ESTÁDIOS.

2003-11-06

Delírio


2. Outro protesto interessante, que passou quase despercebido, foi a eleições de dois governadores republicanos em dois estados tradicionalmente democratas: o Mississipi e o Kentucky. Não acontecia desde os anos 60, e foi um voto de protesto na governação dos democratas. Será um sinal para as presidenciais?
(Luís Delgado no Diário Digital)
Temos uma tendência mundial. Uma vaga de fundo... imparável!
Fica-me a dúvida?
SERÁ ESTE MAIS UM DOS SINAIS DA RETOMA DA ECONOMIA PORTUGUESA?

Presidente do BCE vê sinais de retoma nas economias da Zona Euro

(título no Público)
Todas as previsões apontam para o reinício, suave, do crescimento económico nas economias europeias.
Em particular cá em Portugal, esta suavidade é notória (ver previsões da UE que publiquei na posta abaixo).
A evolução das componentes da despesa faz-nos adivinhar uma recomposição das componentes do rendimento cada vez mais desfavorável para aqueles provenientes do trabalho em prol dos outros factores produtivos. Veja-se o crescimento do desemprego e a corrrespondente "anemia" no crescimento do emprego.
O desemprego cíclico decorre, na demora do arranque da sua recuperação, da sub-utilização da capacidade instalada das empresas. Eventuais aumentos de procura são rapidamente acomodados com os recursos existentes, mediante uma sua maior taxa de utilização. Daí a baixa na taxa de inflação.
Em parte o crescimento do desemprego também é estrutural - por inadequação entre as competências necessárias e as existentes no mercado. Os baixos níveis de literacia e de competências técnicas justificam-no. Neste ponto há uma opção política a fazer: qual a solução para os trabalhadores cujo capital de competências é cada vez menos procurado?
Duas perspectivas:
1- Subsídio de Desemprego mais Reforma Antecipada ou
2- Formação mais Política de Desenvolvimento dirigida a sectores de nível tecnológico adequado ao mercado de trabalho português. Não é só com indústrias de ponta que uma economia cresce!
O aumento do desemprego estrutural tem implicações preocupantes nas finanças públicas. Acresce ao envelhecimento da população como causa da cada vez maior necessidade de apoio social às populações. A médio prazo a pressão na despesa pública será enorme.

Voltando à afirmação do novo Presidente do BCE, é de realçar que os sinais de retoma não obrigam à subida das taxas de juro.

2003-11-03

DOCAPESCA


Mais um exemplo de quanto o Estado prejudica os negócios quando excede o simples exercício das funções de soberania, a saber: a garantia da segurança, da estabilidade dos contratos e do direito de propriedade. O Estado Português decidiu abusivamente encerrar uma infra-estrutura fundamental para o exercício da actividade das empresas, gorando as expectativas de investidores do sector. Assim não há mão invisível que resista!

Miguel , João, e restantes ilustres elementos da UBL:

Dou a mão à palmatória: viva o liberalismo!