The technology is new; the economy is global; the state is a European network, in negotiation with other international actors; while people's identity is national, or even local and regional in certain cases. In a democratic society, this kind of structural, cognitive dissonance may be unsustainable. While integrating Europe without sharing a European identity is a workable proposition when everything goes well, any major crisis, in Europe or in a given country, may trigger a European implosion of unpredictable consequences.
Manuel Castells citado na eurozine
2004-06-23
2004-06-22
Surge agora a segunda candidatura de um português à Presidência da Comissão Europeia.
Do processo, ressalta que as grandes fracturas políticas giram em torno da guerra do Iraque. As duas candidaturas inicialmente mais fortes, o primeiro-ministro belga, Guy Verhofstadt, e o comissário europeu britânico, Chris Patten, não lograram consensos devido às fortes posições acerca do Iraque; o primeiro contra e o segundo claramente a favor.
Durão Barroso será, aparentemente, o político que cumpre todos os requisitos avançados pelo Conselho e, mais, todas as idiossincrasias francesas expressas por Chirac. Apesar do envolvimento português na cimeira dos Açores, o primeiro-ministro gera o consenso necessário entre os dois lados. A fotografia dos falcões, na qual participou, apesar de discretamente, o Governo português, não provocou grandes reacções à excepção da recusa de Zapatero.
No plano internacional é interessante ver um cidadão português na Presidência da Comissão Europeia. Neste quadro parece-me consensual o apoio de todas as forças políticas portuguesas, nomeadamente do PS que exigiu o mesmo do Governo quando Vitorino se apresentava como elegível.
No plano interno a questão é mais complexa e, logo menos consensual. A eventual nomeação de Durão Barroso é fonte certa de instabilidade política e da paralisia do executivo. A única possível resposta do primeiro-ministro à derrota da coligação nas recentes eleições europeias, se pretender concluir a legislatura, é remodelar e dar ritmo e orientação ao governo. Se com Durão Barroso a tempo inteiro o caminho é estreito e difícil, a perspectiva de um primeiro-ministro a meio gás retira toda a legitimidade ao exercício do poder.
A dúvida não pode permanecer muito para além do fim do mês e caso venhamos a ter um concidadão na Presidência da Comissão, deve ser célere a redefinição da composição governamental e a sua liderança.
Falhando a coligação, todas as democracias têm um instrumento ideal para a resolução destes impasses: eleições.
Do processo, ressalta que as grandes fracturas políticas giram em torno da guerra do Iraque. As duas candidaturas inicialmente mais fortes, o primeiro-ministro belga, Guy Verhofstadt, e o comissário europeu britânico, Chris Patten, não lograram consensos devido às fortes posições acerca do Iraque; o primeiro contra e o segundo claramente a favor.
Durão Barroso será, aparentemente, o político que cumpre todos os requisitos avançados pelo Conselho e, mais, todas as idiossincrasias francesas expressas por Chirac. Apesar do envolvimento português na cimeira dos Açores, o primeiro-ministro gera o consenso necessário entre os dois lados. A fotografia dos falcões, na qual participou, apesar de discretamente, o Governo português, não provocou grandes reacções à excepção da recusa de Zapatero.
No plano internacional é interessante ver um cidadão português na Presidência da Comissão Europeia. Neste quadro parece-me consensual o apoio de todas as forças políticas portuguesas, nomeadamente do PS que exigiu o mesmo do Governo quando Vitorino se apresentava como elegível.
No plano interno a questão é mais complexa e, logo menos consensual. A eventual nomeação de Durão Barroso é fonte certa de instabilidade política e da paralisia do executivo. A única possível resposta do primeiro-ministro à derrota da coligação nas recentes eleições europeias, se pretender concluir a legislatura, é remodelar e dar ritmo e orientação ao governo. Se com Durão Barroso a tempo inteiro o caminho é estreito e difícil, a perspectiva de um primeiro-ministro a meio gás retira toda a legitimidade ao exercício do poder.
A dúvida não pode permanecer muito para além do fim do mês e caso venhamos a ter um concidadão na Presidência da Comissão, deve ser célere a redefinição da composição governamental e a sua liderança.
Falhando a coligação, todas as democracias têm um instrumento ideal para a resolução destes impasses: eleições.
2004-06-17
How should the world be governed?
A governação mundial torna-se, dia a dia, uma crescente necessidade. A dificuldade do Estados em responderem satisfatoriamente aos problemas dos seus cidadãos é consequência directa da globalização.
Cada Estado vê-se mergulhado numa situação típica de dilema de prisioneiro esclarecido. Sabe que a melhor decisão individual é a pior para os interesses da maioria dos seus cidadãos. Vemos a protecção ambiental, a previdência social, as taxas de imposto, o nível de salários, a regulamentação do mercado de trabalho leiloadas entre países concorrendo por mais investimento directo estrangeiro. É como entregar o ouro ao bandido. Os poderes democraticamente controladas desbaratam as suas estreitas margens de manobra em prol dos interesses de poderes sem face, sem controlo democrático.
O retorno a uma mão verdadeiramente pública dos assuntos de todos (públicos) obriga a uma governação mundial de qualquer tipo, com dimensão para impor regras de funcionamento universais e justas.
2004-06-09
Este período pré-eleitoral atingiu níveis de linguagem pouco próprios para o relacionamento, civilizado e educado, entre seres humanos. Um grupo, nada pequeno, de politiqueiros ressabiados e assustados transformou a discussão política numa luta de galos, um caso de capoeira, que me envergonha como cidadão.
Só lhes fica bem...
Só lhes fica bem...
Independentemente do estado de euforia festiva que inunda tradicionalmente o país no mês de Junho...
Apesar da omnipresença das festarolas organizadas para o final deste semestre...
Não esquecendo a euforia futebolística que aí vem...
O percurso e a vida do Prof. Sousa Franco merecem o nosso respeito e a nossa tristeza na hora da sua morte.
Apesar da omnipresença das festarolas organizadas para o final deste semestre...
Não esquecendo a euforia futebolística que aí vem...
O percurso e a vida do Prof. Sousa Franco merecem o nosso respeito e a nossa tristeza na hora da sua morte.
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