2004-08-03

E a lista de favoritos foi enriquecida:
desassossegada
Fonte das Virtudes
Klepsýdra
O Desenvolvimento Sustentável
sous les pavés, la plage

Sócrates não foi o melhor ministro de ambiente do país, em todos os Governos da República até 2006 (a ver vamos), foi o único.

O texto de Sócrates no Público tem um defeito para quem se apresenta como candidato a candidato a primeiro-ministro: percebe-se bem demais uma visão para o país - mesmo que banal.

O presente e passado recente da governação da República demonstram que a estratégia de sucesso para chegar ao poder é a oposta:
"Queria fazer isto e aquilo, mas não posso."
"Para já faço o contrário do que prometi, mas quando vier a retoma..."
"Havendo as condições, talvez reduza os impostos"

Não se lhe augura grande futuro!

Comentário no Semiramis

2004-08-02

"Isto é só manipulação! Depois de Bush e Blair, nunca mais ninguém me engana!!!"



(reacção típica a Fahrenheit 9/11)


2004-07-26

Graças às expectativas sobre o novo governo da república serem tão baixas, assistiremos ao milagre da transmutação da primeira medida que não seja sofrível num momento histórico da Nação.

Aleluia!

2004-07-23

bons exemplos



Sempre pensei que, apesar dos inúmeros erros de condução política no pós-guerra no Iraque, estávamos perante um exemplo de administração transparente, organizada e fundada na aplicação de regras mínimas de responsabilização. Achei que a potência administrante do território não se permitiria esquecer as mínimas regras da boa gestão pública e democrática. Até porque o período da administração estrangeira no Iraque seria uma extraordinária oportunidade de demonstrar a superioridade das instituições e da administração de cariz ocidental.

Aparentemente tal não aconteceu. Do tão propalado esforço financeiro de reconstrução do país, pelo Congresso dos EUA foram aprovados $18.400 milhões, só uma ínfima parte foi efectivamente aplicada, $400 milhões. O resto do orçamento da Autoridade Provisória teve origem em receitas da venda de petróleo, assim que a ONU permitiu a aplicação das receitas do programa de petróleo por comida.
 
Em contrapartida a ONU impôs auditorias e supervisão de entidades independentes, o que só veio a acontecer em Abril de 2004. E o resultado da auditoria da KPMG é preocupante.
 
A contabilização dos $20.000 milhões de receitas do Fundo de Desenvolvimento para o Iraque consistia em folhas de cálculo. Na venda do petróleo, foi incipiente e pouco credível. Foi negado aos auditores o acesso a ministérios apontados como núcleos de corrupção, assim como a relatórios sobre certos contratos de grande dimensão. Ficou por saber o destino de $1.400 milhões pagos à Halliburton.
 
Uma administração que esqueceu Kyoto, não aderiu ao TPI, não impediu as omissões de Guantanamo e os abusos de Abu Ghraib, não se permitiria a cumprir as mais básicas regras de uma administração justa, democrática e transparente.
 
As regras são para aplicar em casa e só em casa.
 
a partir da leitura de “Accounting and Accountability” de PAUL KRUGMAN no New York Times
Ontem, pela hora de almoço, o Sr.  Primeiro-Ministro dirigiu-se à Nação congratulando-se com a eleição, pelo Parlamento Europeu, do Sr. Dr. José Manuel Barroso como Presidente da Comissão. Simultaneamente dirigiu-lhe os seus cumprimentos e desejos de sucesso na função, empenhando os esforços do Governo português para colaborar no necessário com o Presidente da Comissão.
 
Não bastava um telegrama?