E a lista de favoritos foi enriquecida:
desassossegada
Fonte das Virtudes
Klepsýdra
O Desenvolvimento Sustentável
sous les pavés, la plage
2004-08-03
Sócrates não foi o melhor ministro de ambiente do país, em todos os Governos da República até 2006 (a ver vamos), foi o único.
O texto de Sócrates no Público tem um defeito para quem se apresenta como candidato a candidato a primeiro-ministro: percebe-se bem demais uma visão para o país - mesmo que banal.
O presente e passado recente da governação da República demonstram que a estratégia de sucesso para chegar ao poder é a oposta:
"Queria fazer isto e aquilo, mas não posso."
"Para já faço o contrário do que prometi, mas quando vier a retoma..."
"Havendo as condições, talvez reduza os impostos"
Não se lhe augura grande futuro!
Comentário no Semiramis
O texto de Sócrates no Público tem um defeito para quem se apresenta como candidato a candidato a primeiro-ministro: percebe-se bem demais uma visão para o país - mesmo que banal.
O presente e passado recente da governação da República demonstram que a estratégia de sucesso para chegar ao poder é a oposta:
"Queria fazer isto e aquilo, mas não posso."
"Para já faço o contrário do que prometi, mas quando vier a retoma..."
"Havendo as condições, talvez reduza os impostos"
Não se lhe augura grande futuro!
Comentário no Semiramis
2004-08-02
2004-07-29
captura
Galbraith realça a crescente influência das empresas privadas na construção política das decisões públicas, em particular n apolítica militar norte-americana.
From the relevant industrial firms come proposed designs for new weapons, and to them are awarded production and profit. In an impressive flow of influence and command, the weapons industry accords valued employment, management pay and profit in its political constituency, and indirectly it is a treasured source of political funds. The gratitude and the promise of political help go to Washington and to the defence budget. And to foreign policy or, as in Vietnam and Iraq, to war. That the private sector moves to a dominant public-sector role is apparent.
A mim preocupa-me todo o impacto desta captura do poder público, democraticamente responsabilizável, por poderes que escapam à auditoria pública e mediática, ao controlo popular.
A cloud over civilisation de JK Galbraith no The Guardian
A mim preocupa-me todo o impacto desta captura do poder público, democraticamente responsabilizável, por poderes que escapam à auditoria pública e mediática, ao controlo popular.
A cloud over civilisation de JK Galbraith no The Guardian
2004-07-26
2004-07-23
bons exemplos
Sempre pensei que, apesar dos inúmeros erros de condução política no pós-guerra no Iraque, estávamos perante um exemplo de administração transparente, organizada e fundada na aplicação de regras mínimas de responsabilização. Achei que a potência administrante do território não se permitiria esquecer as mínimas regras da boa gestão pública e democrática. Até porque o período da administração estrangeira no Iraque seria uma extraordinária oportunidade de demonstrar a superioridade das instituições e da administração de cariz ocidental.
Aparentemente tal não aconteceu. Do tão propalado esforço financeiro de reconstrução do país, pelo Congresso dos EUA foram aprovados $18.400 milhões, só uma ínfima parte foi efectivamente aplicada, $400 milhões. O resto do orçamento da Autoridade Provisória teve origem em receitas da venda de petróleo, assim que a ONU permitiu a aplicação das receitas do programa de petróleo por comida.
Em contrapartida a ONU impôs auditorias e supervisão de entidades independentes, o que só veio a acontecer em Abril de 2004. E o resultado da auditoria da KPMG é preocupante.
A contabilização dos $20.000 milhões de receitas do Fundo de Desenvolvimento para o Iraque consistia em folhas de cálculo. Na venda do petróleo, foi incipiente e pouco credível. Foi negado aos auditores o acesso a ministérios apontados como núcleos de corrupção, assim como a relatórios sobre certos contratos de grande dimensão. Ficou por saber o destino de $1.400 milhões pagos à Halliburton.
Uma administração que esqueceu Kyoto, não aderiu ao TPI, não impediu as omissões de Guantanamo e os abusos de Abu Ghraib, não se permitiria a cumprir as mais básicas regras de uma administração justa, democrática e transparente.
As regras são para aplicar em casa e só em casa.
a partir da leitura de “Accounting and Accountability” de PAUL KRUGMAN no New York Times
Uma administração que esqueceu Kyoto, não aderiu ao TPI, não impediu as omissões de Guantanamo e os abusos de Abu Ghraib, não se permitiria a cumprir as mais básicas regras de uma administração justa, democrática e transparente.
As regras são para aplicar em casa e só em casa.
a partir da leitura de “Accounting and Accountability” de PAUL KRUGMAN no New York Times
Ontem, pela hora de almoço, o Sr. Primeiro-Ministro dirigiu-se à Nação congratulando-se com a eleição, pelo Parlamento Europeu, do Sr. Dr. José Manuel Barroso como Presidente da Comissão. Simultaneamente dirigiu-lhe os seus cumprimentos e desejos de sucesso na função, empenhando os esforços do Governo português para colaborar no necessário com o Presidente da Comissão.
Não bastava um telegrama?
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