2004-01-31

criatividade e contabilidade não combinam - 4


Exército pede 30 milhões ao Totta para cobrir conta a descoberto


Com a entrega dos Saldos da Lei de Programação Militar o descoberto pode atingir os cinco milhões de euro.

A origem deste saldo negativo, está no atraso da transferência, pelas Finanças, das verbas destinadas para o pagamento das despesas das missões no estrangeiro. Têm sido pagas pelo orçamento de exploração do exército, por verbas de investimento e pela Banca.

Fica a saber se esta dívida é contabilizada no défice do Estado em 2003, quando a despesa efectivamente ocorreu, ou quando o Tesouro realizar a transferência para o exército, esperemos que já em 2004.

A segunda hipotese, mais provável, é mais um caso de desorçamentação de dívida do estado. Contra a qual tão corajosamente a Sra. Deputada Ferreira Leite se bateu na anterior legislatura.

no Dinheiro Digital

2004-01-28

criatividade e contabilidade não combinam - 2


A Sra. Ministra da Justiça esclareceu: afinal a culpa foi da Sra. Ministra das Finanças.
Pronto estou esclarecido...

da solidão insustentável:




in the cut
na tribute.ca

2004-01-26

Desamparado, o corpo cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai cai... até à exaustão do observador. A banalização.

Um homem morreu.

2004-01-24

Saúde contrai empréstimo de 300 M€ para pagar às Finanças


no dinheiro digital

Mão à palmatória.

A Sra. Ministra das Finanças mais uma vez não desiludiu. Continua a fazer tudo ao seu alcance para manter o défice abaixo dos 3%. Esqueceu foi que ninguém, a não ser ela e, talvez, o Sr. Governador do Banco de Portugal, acredita na magia do PEC.

A irracionalidade das medidas da Sra. Minisitra atingiu os limites do risível. O Estado contrai um empréstimo à banca para pagar uma dívida ao Estado que lho empresta um mês depois para o pagar novamente à banca. Para além das indiscutíveis vantagens, pelo juro recebido, para o sistema financeiro, o que é o país ganhou com tanta circulação de fundos públicos?

Para isso aprova-se nova lei orgânica do IGIF a 29 de Dezembro que permite contrair o empréstimo a 30. Resultado o défice de 2003 desce em 300M em contrapartida de um aumento em 2004. E a Sra Ministra das Finanças, com a inestimável ajuda do colega da Saúde, salvou a face.

Não desmerece elogio este exemplo da criatividade portuguesa, ultimamente nada rarefeita na Infante D. Henrique. Preocupa sim que criatividade e contabilidade não tenham costume em ser uma boa combinação, ou mesmo em dar bons resultados.

Aguarda-se ansiosamente os esclarecimentos iluminantes do Sr. Director da Lusa, que na sua supina ignorância, tanto nos tem ensinado todos mistérios da ciência económica. Talvez ele reconheça as vantagens que por ora me escapam.